Médicos estrangeiros podem suprir carência do Brasil atuando em regiões mais necessitadas

Cerca de 60% da população brasileira acredita que a falta de médicos é o maior problema do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ciente dessa ausência de profissionais, o Ministério da Saúde está trabalhando para atrair mais médicos ao interior do país, às regiões carentes e periferias de grandes cidades. 

Ao longo dos últimos dez anos, o número de postos de emprego formal criados para médicos ultrapassa em 54 mil o número de graduados no País. De 2003 a 2011, surgiram 147 mil vagas neste mercado de trabalho, contra 93 mil profissionais formados. Para enfrentar essa realidade o MS está analisando medidas, com base nas experiências bem-sucedidas de outros países, para atrair médicos estrangeiros que irão ajudar no atendimento à Atenção Básica, como explica o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha: “O ciclo de formação de um médico é de seis a oito anos e a sociedade não pode esperar até que esses novos médicos estejam formados".

Confira mais da notícia no site do Governo Federal, Blog da Saúde.

Um comentário:

  1. ESTOU DECEPCIONADO COM A DILMA!! IMPORTAR MÉDICOS DESPREPARADOS PARA O BRASIL SEM SEQUER TER UMA PROVA DE AVALIAÇÃO, SERÁ UMA CATÁSTROFE!!!
    O Problema não é importar médicos. É anular o revalida!! Qualquer médico de fora pode e sempre pôde atuar no Brasil. Mas para isso tem que fazer uma prova chamada REVALIDA.

    É um absurdo trazer médicos de fora sem sequer ter uma prova para avaliá-los. Nos Estados unidos, por exemplo, para um médico estrangeiro começar a atuar, são feitos um conjunto de exames chamado USMLE – United States Medical Licensing Examination.

    O USMLE é dividido em 3 etapas, e é o seu desempenho no conjunto delas que provará às autoridades norte-americanas que está preparado para ser um médico, capaz de colocar em prática todo o conhecimento e os conceitos básicos da profissão de maneira ética.

    A primeira etapa consiste em uma prova teórica de 322 questões, com 8 horas de duração, que é realizada pela internet. A maioria dos estudantes americanos a prestam ao final no segundo ano de faculdade, pois ela testa se o médico conhece os princípios da ciência básicos para a prática da medicina e é capaz de executá-los em teoria.

    A segunda etapa é dividida em dois passos: o primeiro passo é chamado de 2CK e consiste em outra prova teórica, desta vez composta por 352 questões de múltipla escolha que devem ser realizadas em uma duração de até 9 horas. É um desafio maior do que a primeira etapa, pois determina se o médico tem o conhecimento essencial para prestar assistência aos pacientes, e apresenta questões complexas, com assuntos distintos apresentados aleatoriamente. Ou seja, você tem que ser capaz de mudar ‘dá água para o vinho’ sem perder a linha de raciocínio nem gastar tempo demais. Para piorar, a prova é cheia de ‘pegadinhas, pois algumas questões apresentam mais de uma alternativa correta, só que apenas uma das respostas é considerada a ideal.

    O segundo passo, chamado 2 CS, consiste em 8 horas de teste ao vivo que simula um dia típico em uma clínica ou um hospital norte-americano. Ou seja, você atenderá pacientes fictícios (atores treinados) e precisará provar que é capaz de se comunicar com eles com clareza e de maneira profissional, além de analisar os casos que lhe forem apresentados, requisitar os exames corretos, informá-los sobre qualquer diagnóstico, responder suas perguntas...

    Por fim, a terceira etapa é um teste de 500 questões realizado em até dois dias de duração, que mistura todos os conhecimentos que um médico deve ter em uma complexidade ainda maior do que as provas anteriores.

    Já deu para perceber que não se trata de um processo simples. Some a isso o fato de todo o exame acontecer em inglês, dificultando o entendimento de expressões e nomenclaturas da medicina para quem não é nativo na língua e estudou as mesmas em português. Por isso, é certeza que não dá para encarar uma prova desta sem se preparar antes. No brasil a vinda de médicos sem sequer uma filtragem para seleção desdes profissionais, será um desastre!! Ou será que a Dilma acha que só virão grandes especialistas para cá? Só virão tranqueiras!!!

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